Últimas da Confraria

A Confraria é notícia no 1º Concurso Paulista de Cervejas Caseiras!

palavras do confrade André Nader, em 27 de julho de 2010

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Aconteceu no último fim de semana, dia 25 de julho, a festa de premiação do 1º Concurso Paulista de Cervejas Caseiras, em Votorantim – SP. Nosso confrade Maurinho Nogueira teve a honra de ser convidado para compor o juri que escolheu a melhor ESB (Extra Special/ Strong Bitter) dentre as 31 cervejas concorrentes.

Depois de muita festa e confraternização (essa parte o Maurinho deve aprofundar num outro post, mas pelos relatos o lance lá foi coisa fina!), foi anunciado o primeiro lugar para Guilherme Alberici de Santi, de Campinas, com a cerveja DeSanti.

No final, os ilustres representantes cariocas no juri do evento, Ricardo Rosa, Leonardo Botto e Maurinho Nogueira, foram surpreendidos com uma bela homenagem, recebendo o prêmio Wilhelm IV pelo trabalho na difusão da cultura da cerveja caseira.

Eu, infelizmente, não estive lá mas pude ter uma boa idéia do que rolou lendo os links abaixo, todos amistosamente surrupiados da nossa amiga FemAle Lu em http://twitter.com/FemAleLu.

Cobertura do 1º Concurso Paulista de Cerveja Caseira

- Aos Vencedores, os prêmios!
- Festival de Inverno 2010: Menos de um ano após a “retomada”, ACervA Paulista vive seu melhor momento
- 1º Concurso Paulista de Cervejas Caseiras: O julgamento
- Concurso Paulista: equilibrada, campeã tem vantagem folgada
- 1º Concurso Paulista de Cervejas Caseiras e Festival de Inverno da ACervA Paulista

Cervejinha

palavras do confrade Tiago Dardeau, em 16 de julho de 2010

Todo cervejeiro tem seu “escritório” preferido, o meu é a Nygri, delicatessen na Tijuca com uma carta de cervejas em constante transformação. Espaço pequeno, aconchegante, com bom atendimento e petiscos maravilhosos, além das cervejas, é claro!

Passei lá esta semana para uma cervejinha rápida, mas acabei encontrando o amigo LG, que não via há tempos! Entre agradáveis discussões sobre as sensações organolépticas e a classificação das cervejas (esse assunto vale um post à parte!), resolvi provar a Monster Ale, Barley Wine da Brooklyn, que aportou em terras brasileiras recentemente.

monster ale

Mais uma cerveja que entra na lista “prefiro a minha”. Com todo respeito às importadas que chegam por aqui, mas também com muito orgulho das nossas produções caseiras, preciso dizer que não achei grandes coisas essa Barley Wine. A graduação de 10% cai bem, mas o amargor é excessivo para o estilo.

Lembrei-me então de uma Barley que servimos num curso há uns anos atrás que ficou maravilhosa e de tantas outras de grandes mestres caseiros.

Bem, continuarei experimentando tudo que aparecer por aqui, inclusive a Brooklyn IPA tem sido uma grande companheira (adoro esta cerveja!), mas fica a lição: rótulo não é tudo…

Presença Vermelha no XVI Curso da Confraria

palavras do confrade Mauro Nogueira, em 5 de abril de 2010

O XVI Curso de Cerveja Artesanal da Confraria do Marquês, está chegando, os preparativos a mil, muita procura, vários futuros cervejeiros já inscritos, uma Porter, uma Kölsch e um Pilsen preparadas pra degustação e … de repente me vem uma ideia: falta uma cerva vermelha nesse curso !

Resolvi, então, botar em prática uma idéia que já vinha maturando há algum tempo, de fazer uma cerveja de trigo e centeio em estilo americano. Só que elas, em geral, são claras e não cabia mais cerveja clara nesse curso.

Bolei uma American Red Rye Ale, uma cerveja com 40% de maltes de trigo e centeio, 15% de grãos especiais (malte caramelizado, aromático e trigo não malteado torrado para cor), fermento americano ale daqueles que dão um final bem limpo e seco (ao contrário dos classicamente usados para cervejas de trigo e centeio, que têm notas de banana e cravo, os alemães), médio teor alcoolico, baixo amargor e ligeiros sabor e aroma de lúpulo Cascade, variedade típica das cervas americanas. Calhou do Lucio (Fialho, que faz, junto com o Daniel Caruso a Cerveja Lúcida) fazer mó propaganda dum fermento líquido com essas características, o WLP 060. O Lucio e o Daniel desenvolveram habilidades fenomenais no trato com essas criaturinhas tão especiais (as leveduras). Logo, não hesitei em aceitar a oferta de uma parte da purga de fermento que eles estariam fazendo justo no dia da minha brassagem. As bichinhas saíram nervosas do fermentador cônico de 100 litros deles e vieram direto pro mosto que eu acabara de brassar. Aproveitei – é claro – e tive que degustar (olha que sacrifício !! rsss) uma pilsen e uma bela barley wine deles.

Essa American Red Rye Ale será servida no curso da confraria, no próximo dia 10 (de abril de 2010) e espero agrade os futuros cervejeiros. Quero que ela fique encorpada, vermelha (tendendo pro marrom), límpida, com bom equilíbrio entre o malte, amargor e as notas de lúpulo.

Ela vai também concorrer no miniconcurso interno da ACervA Carioca, que elegerá uma cerveja para ser produzida coletivamente para fazer presença no festival de premiação do V Concurso Nacional de Cervejas Artesanais, esse ano organizado pela ACervA Gaúcha. Será em Porto Alegre, no feriado de Corpus Christi.

Segue a receita, adaptada para 20 litros, já que esse é o padrão do curso da Confraria:

American Red Rye Ale

Maltes:

1k de malte de trigo claro
1k de malte de centeio
2k de malte pilsen
250 g de malte aromático belga (aroma 100) ou melanoidina
500 g de carared
80 g de roasted wheat (trigo não malteado torrado)

Brassagem:

- parada de 30 a 55° (protein rest)
- 1h30′ a 65° (sacarificação)
- sobe para 80° (mash out)

Lupulagem:

- 10g de Hallertau Tradition faltando 60 min pro final da fervura (para amargor);
- 20 g de Cascade, faltando 15 min.

Fervura:

- Tempo total 90 minutos
- um comprimido de whirfloc (para clarificação), faltando 15 min para o fim da fervura.

Fermentação:

- fermento WLP 060, a 18° (o fermento seco US-05 deve substituir bem, na falta desse fermento líquido que usei).

Hectolitrozinho básico para as necessidades

palavras do confrade Mauro Nogueira, em 24 de março de 2010

Pra descansar do carnaval e em meio às obras na nossa sede, a Confraria se reuniu na sexta de cinzas para produzir uma leva dupla que servirá para regar o curso marcado para o dia 10 de abril e repor nosso estoque.

A tarefa não era fácil, primeiro porque nossa sedezinha está em obras para a construção de um tanque, o que despejou nossa produção para a churrasqueira, nos forçando a “harmonizar” a produção com um mega churrasco que durou o processo todo. Além disso, os três confrades estavam cuidando de criança.

Ainda bem que nesse cenário de furdunço, pudemos contar com a presença salvadora do Ricardo (Rosa, www.cervejarte.org).

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A idéia foi fazer uma leva dupla, com dois estilos diferentes que pudessem sair da mesma brassagem. Eu queria por que queria fazer pela segunda vez uma pilsen, depois do sucesso da minha primeira, que só tive coragem de fazer depois de 5 anos fazendo cerveja. Pra ser bem sincero, sabendo que pilsen é um estilo muito sutil, assim como weizen, por exemplo, meu medo era que uma pilsen minha ficasse pior do que as porcarias que rolam por aí. Medo bobo. Ficou tão boa que me animei a repetir a receita, que tinha sido feita com dupla decocção, fermento líquido Wyeast Urquell e um monte de lúpulo Saaz em flor.

Tive que fazer umas adaptações pra essa segunda pilsen, porque não tinha mais o fermento nem o saaz em flor. Usei pellets mesmo e o fermento W 34/70, seco.

A outra cerveja deveria ser uma ale clara. Seria uma brassagem e duas fervuras separadas, por causa da diferença de lupulagem.

O estilo ale que mais se adapta à receita de grãos (puro malte, 95% pilsen + 5% malte caramelo belga 16 EBC) na minha opinião é o Kölsch. Não tinha também um fermento específico, mas planejei uma fermentação em temperatura relativamente baixa num tanque com Nottingham e outro com US-05, fermentos tidos como neutros.

Ambas (pilsen e kölsch) foram lupuladas com Hallertau Tradition  para amargor e Saaz para aroma. A pilsen, mais margosinha, com 35 IBU e a kölsch com 28. A pilsen ficou com OG de 1052 e a kölsch com 1051.

Queria falar um pouco sobre a rampa de dupla decocção que bolei pra essa cerva. Decocção é um método de brassagem em que parte do mosto + bagaço é fervida em separado durante o cozimento e depois devolvida ao tanque para  elevar a temperatura a uma parada superior. Isso pode ser feito várias vezes durante a brassagem (decocção simples, dupla, tripla).

A decocção escurece ligeiramente o mosto, intensifica bastante o caráter de malte da cerveja (pela caramelização, reação de maylard, formação de melanoidina) e ajuda na clarificação do mosto. A clarificação acontece como decorrência da coagulação de proteínas durante essa fervura de parte do mosto durante a brassagem, antes da recirculação do mosto. Na recirculação, as proteínas coaguladas na decocção ficam presas na cama de malte e o mosto que vai para a fervura sai bem mais limpo, diminuindo o trub do final da fervura. Isso fica bem visível principalmente para quem usa pouco lúpulo, mas esse não é o meu caso (mesmo com esses IBUs baixos, carreguei no aroma… rssss).

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André temperando a criança

Bem a rampa proposta foi a seguinte. Colocamos o malte na água a 70º, com o que a temperatura caiu para 65º. Não fizemos parada de proteína. Ficou 20 min a 65º e tiramos 1/3 para a fervura da decocção. Esse tempo inicial de 20 min a 65º é importante para um início de sacarificação. O açúcar já convertido e diluído na água carameliza e propicia a reação de mayllard. Nessa primeira decocção, é recomendável que se pegue mais bagaço que água, considerando que ainda não haverá muito açúcar diluído e ele estará entranhado nos grãos.

Fervemos a decocção por 20 min, o que significa ao todo uns 30, considerando uns 10 min que se passam até levantar fervura.

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A decocçaõ volta para a panela de brassagem, com o que a temperatura sobe para em torno de 70º. Acho que ficou um pouco abaixo, mas corrigimos para fazer essa parada em 70º por 30 min.

Tiramos de novo para a decocção (dessa vez, mais água que bagaço), para ferver por 20 min e voltar para a panela, elevanto a temperatura para o mash out.

Resumindo, é uma decocção da beta para a alfa amilase e outra da alfa amilase para o mash out.

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Maurinho recirculando

As bichinhas já fermentaram e estão maturando. A impressão da prova tirada nessa fase é ótima.

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As Pilsen saindo da fermentação.

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Dotô Maurinho refletido durante o processo de transferência da Kölsch para a maturação.

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O fundo 'do tacho'.

Quem participar do XVI Curso da Confraria vai poder tirar suas próprias conclusões.

Melhores do Ano | B.O.B. – Beers of/ on/ outside Brasil

palavras do confrade André Nader, em 11 de março de 2010

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Roberto Fonseca, figura que leva adiante o blog ‘B.O.B. – Beers of/ on/ outside Brasil‘, que agora mora no site do Estadão, fez uma interessante série de entrevistas com personalidades do mundo cervejeiro. O objetivo: extrair de cada um deles os fatos marcantes, no que tange a adorada bebida, no ano que passou.

Na última entrevista da série, tivemos a alegria de ter nosso Confrade Mauro como convidado. Sem dúvida nenhuma, uma grande honra para a Confraria do Marquês! Vale a pena a leitura!

Maurinho participa da série 'Os Melhores do Ano de 2009' no Latinhas do B.O.B.

Maurinho participa da série 'Os Melhores de 2009' no blog B.O.B. - Beers of/ on/ outside Brasil

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Degustação no Lapa!

agosto 22, 2009