NOBRE: Hop Wine – Extreme Beer
Tags: curso, female carioca, lapa, lapa café, peated brown ale
Mesmo super sem tempo em função dos compromissos particulares de cada um dos confrades e principalmente por causa do envolvimento com a realização do IV Concurso Nacional de Cervejas Artesanais, promovido pela ACervA Carioca, a Confraria do Marquês realizou, neste último sábado, dia 19 de setembro, o XV Curso de Cerveja Artesanal.
Como já é sabido, a Confraria vem, ao longo desses 4 anos de existência, se dedicando à divulgação da cultura da cerveja caseira, formando cervejeiros iniciantes, nos cursos em que propagamos o método e receitas que desenvolvemos.
Duas grandes novidades nessa edição do curso da Confraria: primeiro, a ilustríssima participação do “recém-confradado” André Nader, meu cunhado e compadre do Tiago (mó panelinha essa Confraria do Marquês, hein …), cervejeiro para variar amante de IPAs, mas talentoso também na parte informática do projeto. Deu um oxigênio no site, que está fermentando que é uma beleza, com muitas e muitas visitas diárias, o que nos deixa feliz por constatar a realização do sonho de presenciar a ebulição do movimento pela criação da cultura da cerveja caseira e de qualidade no Brasil.
A outra novidade foi mais uma visita ao mais novo endereço do circuito cervejeiro carioca, o amigo Lapa Café (Rua Gomes Freire, 453 – de segunda sexta até as 19h), onde se podem degustar não só as melhores cervejas especiais, importadas e nacionais, como – mais especiais ainda – alguns exemplares de cervas caseiras.
Outra presença adorável foi a FemAle Luciane (a Lu), no controle de qualidade (das cervejas todas e do toque feminino que evita do curso descambar prum lance mais ogro… rsss).
O curso foi regado a sete cervejas diferentes da Confraria do Marquês, seis delas servidas em barril e mais a Hop Wine, que deu o ar da graça em dois bier sifons que secaram rapidinho.
As dos cornélius eram:
- uma Scotish Ale, que abriu os trabalhos, levezinha e com as notas interessantes desse fermento Scotish Ale da Wyeast, testado pela segunda vez por mim (a primeira gerou uma Peat Smoked que vai rolar num cornélius no festival da ACervA em 11 de outubro) e do lúpulo East Kent Goldings em flor, trazido de presente pelo André Braga, amigo da Suiça que volta e meia chega da zoropa com váaaaarias moambas cervejeiras;
- a Jefferson’s Beer, American Pale Ale, do confrade Tiago, margosinha e deliciosa, irmã de panela de outras duas servidas no evento (ele fez 3 cervas com o mesmo mosto). Pudemos, com essas cervas testar os resultados de fermentações com nossos conhecidos fermentos US-05 e Nottingham, aquela pegando mais pelo lúpulo, mais agressiva e esta mais para inglesinha, elegante e seca;
- dessa mesma panela saiu ainda a mais elogiada da tarde (na verdade, manhã tarde e noite, porque os trabalhos começaram no final da manhã, terminando depois das 19h rsss), uma segunda edição da V.D.K. (leia o post sobre a V.D.K.), dessa usando o tal fermento no mosto da Jefferson’s Beer, o que gerou uma cerva belga toda vida, de fenólico (cravo) pronunciado, cristalina em oposição às irmãs e que espetou o coração dos cervejeiros formados no último sábado (e o meu também);
- uma Belgian Ale, minha, também bastante elogiada, tendo roubado da V.D.K. a preferência de alguns alunos. Tratava-se de um mosto de Bock, feito com decocção e tudo, mas para o qual eu não tinha fermennto lager suficiente;
- uma Bitter, também minha, irmã de panela da Scotish, fermentada com o nosso amigo Nottingham, na qual fiz uma gracinha a mais: levou keg hopping (técnica de lupulagem no barril). Confesso que não me lembro dos comentários dos alunos sobre ela, mas meu amigo Ricardo Rosa e minha prima FemAle Duda gostaram tanto que passaram lá no final do curso e levaram o barril embora.
E a cerveja feita no curso, que a essa altura entra na fase de maturação?
Foi uma American Brown Ale como no curso anterior, seguindo as tendências ditadas pela ACervA Carioca que escolheu esse estilo para uma das categorias do concurso. Só que dessa vez, metemos um Peat Smoked Malt, inglês, que não tem aqui, presente de um amigo que mora nos states. Pra quem não conhece essa maravilha, é um malte defumado em turfa, usado para uísque, mas que dá cervas riquíssimas, como uma Peat Smoked Porter feita pelo Ricardo Rosa, já em duas edições e cuja terceira – promete ele – comparecerá no Festival, dia 11 de outubro.
Aliás, os convites para o evento estão à venda no site da ACervA Carioca. Precisa dizer que é o maior evento cervejeiro da América Latina em qualidade e variedade de cervejas caseiras e artesanais? Comprem oooontem seus ingressos!
Bem. Voltando à receita do curso, foi o seguinte:
Peated American Brown Ale
(receita para 19 litros com 65% de eficiência de brassagem)
4,2 k de malte pilsen (80,5%);
310 g de Caramunich I (5,9%);
310 g de Peat Smoked Malt (5,9%);
260 g de Carafa I (5%);
140 g de Caraaroma (2,7%);
Hallertau Tradition (10% a.a), faltando 40′ para o final da fervura – calculados 35 IBU
Usamos fermentos US-05 e Nottingham, tendo dividido a leva.
OG: 1,052
Ela está fermentando por uma semana a 20º e depois vai maturar por mais duas a 10º.
O almoço veio de Mendes/RJ, da Fazenda do Alemão: Eisbein com chucrute, salada de batata, salaminho, salsichas, uma mostardinha maravilhosa, super picante que eles fazem lá, hummmmm … pão de centeio e outros petisquetes. O contato da Fazenda do Alemão é (24) 2465-5050 (D. Ana e Sr. Manfred). Recomendo ! Preço pra lá de honesto e qualidade 100%. Pedidos até terça para receber no Rio na sexta.
Bom, é isso. Quem não pôde fazer esse curso, que lotou, fique atento, pois vamos programar outro ainda para 2009.
Aos novos cervejeiros, ao Lapa Café, FemAle Luciane e todos os que nos ajudaram e brindaram conosco à alegria de confraternizar bons momentos com boas cervejas, um grande abraço da Confraria do Marquês.
A Peated Brown já reservou vaga no Festival de Cervejas da ACervA, dia 11 de outubro. Apareçam para conferir!
Tags: barley wine, exumada, female carioca
No dia 14 de agosto as meninas da FemAle Carioca, dando continuidade a tradição, promoveram mais uma harmonização super caprichada e elegeram as BARLEY WINE como as estrelas da noite, cá entre nós um dos estilos prediletos do pessoal aqui da CM.
Mauro Nogueira, confrade de presença certa nestes divertidos encontros, compareceu com um exemplar da sua EXUMADA, Barley Wine especialíssima que após descansar embaixo da terra por cerca de 12 meses, está aí, conquistando corações e mentes!
Confiram o post completo sobre a experiência com as Barley Wines no blog da FemALE Carioca!
http://femalecarioca.blogspot.com/2009/08/vinho-de-cerveja.html
Ah, sim! E, antes tarde do que nunca, aí vai o link pro post que as meninas fizeram sobre a Degustação que a CM conduziu no Lapa Café!
http://femalecarioca.blogspot.com/2009/08/female-em-degustacao-da-confraria-do.html

Eu e meu assistente de produção!
Jefferson’s Beer é fruto da liberdade americana com a tradição inglesa. Utilizei 300 gramas de lúpulo num mosto formado de malte pilsen e caramelo. A lupulagem foi focada no sabor e aroma (típico de muitas cervas americanas), com um amargor equilibrado. Apesar disso, o fermento Nottingham teve uma atenuação excelente deixando a cerveja seca, característica típica da escola inglesa. Nossos próximos alunos (curso em 19/09) terão a oportunidade de experimentá-la.
A Jefferson’s Beer é isso, americana por princípio, mas com algumas raízes inglesas!
Thomas Jefferson foi presidente dos Estados Unidos e autor da Declaração da Independência Americana em 1776. A Declaração foi o início do processo de independência dos EUA, mas esta só foi reconhecida pelos ingleses em 1783. Neste período os americanos foram ganhando forças para derrotar as tropas britânicas.
Jefferson’s Beer é minha cerveja em homenagem aos americanos que construíram uma escola cervejeira altamente criativa, diversificada, experimental e sem limites.
Com total domínio do processo e equipamentos de ponta, os americanos utilizam a experiência das escolas clássicas e o espírito de liberdade para transpor os limites e criar cervejas com aromas e sabores inusitados que tem conquistado os amantes do néctar nos quatro cantos do mundo. Para além da gigante Anheuser-Busch (Budweiser), existem mais de 1400 microcervejarias no país que produzem um universo de cervejas que não se encontram em nenhum outro lugar do mundo. Um dos motivos desse número é o fato de que um homebrewer (cervejeiro caseiro) americano tem muito mais chances de tornar-se um microcervejeiro do que em qualquer outro país. E isso efetivamente acontece! A estrutura dos homebrewers que nem tem intenções comerciais já impressiona qualquer cervejeiro caseiro. Como exemplo, vejam o festival de cerveja envelhecida em madeira que nosso amigo Ricardo Rosa encontrou por lá!
E como exemplo da inventividade dessa escola, apresento-lhes a Flying Dog Brewery, microcervejaria de Denver que investe na imagem de suas cervejas através da parceria com o ilustrador inglês Ralph Steadman (olha os britânicos de novo!!) que produz rótulos exclusivos (e maneiríssimos!) sem respeitar nenhuma norma padrão para rótulos de cerveja. Infelizmente, como a maioria das americanas, não encontramos por aqui. Inclusive, nunca tomei! Mas o site e os rótulos já são um convite e tanto!

http://www.flyingdogales.com/
Tags: acerva carioca, lapa, lapa café, red ale, weiss

Uma grande festa da cerveja! Essa é a melhor definição para a degustação ocorrida no dia 20/08. Com 20 participantes, todos preparados com seus aventais (brinde do Júnior!), degustamos cervejas alemãs, inglesas, belgas e brasileiras acompanhadas de deliciosos petiscos preparados pela equipe do Lapa Café. Batatinhas calabresa, queijo coalho, camarão, iscas de frango ao curry, salsichas e um tal de feijão açoriano (delícia!) foram algumas das companhias do nosso néctar.

Além das comerciais, levamos a Weiss (campeã interna da ACervA Carioca) e uma red ale, ambas produções do Mauro. No final, ainda tivemos uma rodada de Strong Suffolk gentilmente cedida pela Andréia Calmon e sorteio de um brinde da Abbot (duas latas e um copo) cedido pelo Júnior!
Aguardem as próximas!

