Jefferson’s Beer e a inventividade americana!

palavras do confrade Tiago Dardeau, em 31 de agosto de 2009

Jefferson’s Beer é fruto da liberdade americana com a tradição inglesa. Utilizei 300 gramas de lúpulo num mosto formado de malte pilsen e caramelo. A lupulagem foi  focada no sabor e aroma (típico de muitas cervas americanas), com um amargor equilibrado.  Apesar disso, o fermento Nottingham teve uma atenuação excelente deixando a cerveja seca, característica típica da escola inglesa. Nossos próximos alunos (curso em 19/09) terão a oportunidade de experimentá-la.

(Para você que começou a ler este post e está sentindo um gostinho de deja-vu, cabe esclarecer que o mesmo foi editado, ganhando a receita completa em seu conteúdo. Por isso o post foi re-alocado, aparecendo agora como post mais recente na seção ‘AS CERVEJAS’)

Eu e meu assistente de produção!

Eu e meu assistente de produção!

A Jefferson’s Beer é isso, americana por princípio, mas com algumas raízes inglesas!

Thomas Jefferson foi presidente dos Estados Unidos e autor da Declaração da Independência Americana em 1776. A Declaração foi o início do processo de independência dos EUA, mas esta só foi reconhecida pelos ingleses em 1783. Neste período os americanos foram ganhando forças para derrotar as tropas britânicas.

Jefferson’s Beer é  minha cerveja em homenagem aos americanos que construíram uma escola cervejeira altamente criativa, diversificada, experimental e sem limites.

Com total domínio do processo e equipamentos de ponta, os americanos utilizam a experiência das escolas clássicas e o espírito de liberdade para transpor os limites e criar cervejas com aromas e sabores inusitados que tem conquistado os amantes do néctar nos quatro cantos do mundo. Para além da gigante Anheuser-Busch (Budweiser), existem mais de 1400 microcervejarias no país que produzem um universo de cervejas que não se encontram em nenhum outro lugar do mundo.  Um dos motivos desse número é o fato de que um homebrewer (cervejeiro caseiro) americano tem muito mais chances de tornar-se um microcervejeiro do que em qualquer outro país. E isso efetivamente acontece! A estrutura dos homebrewers que nem tem intenções comerciais já impressiona qualquer cervejeiro caseiro. Como exemplo, vejam o festival de cerveja envelhecida em madeira que nosso amigo Ricardo Rosa encontrou por lá!

E como exemplo da inventividade dessa escola, apresento-lhes a Flying Dog Brewery, microcervejaria de Denver que investe na imagem de suas cervejas através da parceria com o ilustrador inglês Ralph Steadman (olha os britânicos de novo!!) que produz rótulos exclusivos (e maneiríssimos!) sem respeitar nenhuma norma padrão para rótulos de cerveja. Infelizmente, como a maioria das americanas, não encontramos por aqui. Inclusive, nunca tomei! Mas o site e os rótulos já são um convite e tanto!

http://www.flyingdogales.com/

http://www.flyingdogales.com/

Receita da Jefferson’s Beer – American Pale Ale:

11,00 kg de Malte Pilsner
1,00 kg de Malte Caramel/Crystal – 10L
0,50 kg de Malte Caramunich
10,00 gm de Lúpulo Brewer’s Gold [7,10 %] (30 min)
10,00 gm de Lúpulo Cascade [5,30 %] (25 min)
10,00 gm de Lúpulo Brewer’s Gold [7,10 %] (25 min)
40,00 gm de Lúpulo Saaz [4,90 %] (20 min)
40,00 gm de Lúpulo Amarillo Gold [8,60 %] (20 min)
50,00 gm de Lúpulo Cascade [5,30 %] (20 min)
50,00 gm de Lúpulo Saaz [4,90 %] (10 min)
40,00 gm de Lúpulo Amarillo Gold [8,60 %] (10 min)
50,00 gm de Lúpulo Saaz [4,90 %] (5 min)
1,00 kg de Lúpulo Cane (Beet) Sugar (0,0 EBC)

1.053 o.g.
1.010 f.g

1 Response

  1. Ainda bem que isso mudou!
    No começo de fevereiro a Flying Dog aterrisa por aqui.
    Finalmente, tendo a Tarantino Importadora como pioneira, chegou a vez das cervejas americanas!
    Depois da Anderson Valley, Flying Dog e Rogue começam a construir um portfólio americano no Brasil.

    Um brinde às novidades!

    Abraço!

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