NOBRE: Divina Dama
Tags: AleluiaOgum!, brassagem, classic rauchbier, decocção-tripla, DudaDardeau, FabrícioRezende, FelipeRezende, fermentação-em-sacos-plásticos, Imperial IBA, LuGuerreira, nottingham, RezendeBier, RicardoRosa, São Jorge, Teresópolis, ValeFeliz, w34/70
Sábado de Aleluia, 23 de abril, dia de São Jorge. Com um lindo dia de sol, Confraria reunida, as crianças todas soltas, resolvemos matar o malte defumado do estoque, já que não deu tempo mesmo de preparar a Classic Rauchbier pro concurso das ACervAs. A idéia inicial era inventar uma Imperial Rauchbier, que seria uma parte fermentada com fermento lager (seria uma Smoked Bock) e outra com fermento ale (uma Smoked Barley Wine). Mas essas vão ficar no projeto, já que o defú disponível seria muito pouco para tal empreitada.
Foi pra panela, então, uma defumadinha básica mesmo. A malandragem desta vez foi brassar com decocção tripla, pela primeira vez. É que, na ausência de malte pilsen e buscando uma cerveja o mais limpida possível, achamos de fazer uma parada proteica. Da proteica, a primeira decoc leva a brassagem para a parada de sacarificação a 65º.
Agregamos, também, o conhecimento disseminado pela Cerveja Lúcida, dos amigos Lucio Fialho e Daniel Caruso. No último post, eles compartilham o pulo-do-gato da decocção: fazer uma parada a 70º, para quebrar o amido em dextrinas, facilitando o trabalho da beta amilase, quando o bagaço fervido volta para a panela da brassagem.
A segunda decoc leva da beta para a alfa amilase, a 70º. E a terceira, da alfa para o mash out a 78º.

Recirculação da 'Aleluia Ogum!', cor maravilhosa...
Uma outra novidade que vem sendo testada com sucesso pela Confraria é a fermentação utilizando sacos plásticos dentro dos fermentadores, desta forma pode-se garantir uma boa economia no que diz respeito aos produtos necessários à limpeza dos fermentadores depois do uso, assim como maior praticidade no armazenamento da ‘lama’ da fermentação para em brassagens seguintes. Os sacos plásticos utilizados são atóxicos e passam normalmente pela sanitização com iodofor antes da utilização. Qualquer hora dedicaremos um post exclusivo para o detalhamento do novo método.

Fermentador garrafão de água com saco plástico em seu interior.
Muito legal também é esse novo estilo de fazer cerveja da Confraria, com as panelas do lado de fora, surrasquim rolando, som de qualidade e uma penca de visitas ilustres. Chegaram ao Vale os já amigos Felipe e Fabricio, ilustres cervejeiros de Terê, da recem fundada Rezende Bier, ainda na sexta brassagem, e, como é quase que obrigatório, apaixonados pela ‘causa’. Além deles estavam presentes também os amigos Ricardo Rosa e a Duda, além da também FemAle Carioca Lu Guerreira.

Não podia faltar um brinde com a 'Double Chocolate Stout' da DaDo Bier, já que estavam presentes os pais da criança!
A cerveja ‘de trabalho’ deste sábado foi a Imperial IBA (Imperial India Black Ale) que fizemos no mês de janeiro, mais uma dessas várias cervas que teimam em nos escapar e acabam por ficar sem um post que cá entre nós seria bem merecido, dada a altíssima qualidade dessa cerva.

A Imperial IBA que ajudou na alimentação do pessoal da produção.
Nesse clima todo, resolvemos inovar um pouco e colocar o laptop aberto bem na página da CM, na caixa de texto para um novo post. A idéia agora é redigir a medida que a brassagem acontece, quem sabe assim os posts saem com mais facilidade… rs.

Maurinho iniciando este post ainda no início da brassagem!
Pois bem, desta brassagem vão sair 3/4 do mosto para fermentar com o Nottingham e 1/4 com o W34/70. Se ficar boa a tempo, quem sabe até não se mete a competir em Floripa… e essa criança já tem nome: é ‘Aleluia Ogum!’ em homenagem, obviamente, ao dia santo e ao santo do dia.
Segue a receita:
6,50 kg – Munich Belga (25,0 EBC) – 42,24 %
5,94 kg – Smoked Malt (Weyermann) (3,9 EBC) – 38,60 %
2,50 kg – Melano Belga (80,0 EBC) – 16,24 %
0,45 kg – Caramunich II (Weyermann) (120,0 EBC) – 2,92 %
70,00 gm – Hallertauer [10,00 %] (90 min) – 26,1 IBU

Preparando os fermentadores com a ajuda da luz dos faróis
Com toda essa boa energia na brassagem de sábado, ainda restou pilha suficiente para uma nova brassagem no domingo onde foi preparada a leva comemorativa de 1 ano d’A Camarada, a american amber ale com capim limão que foi o debut do confrade André pilotando as panelas da CM, no ano passado. Mas aí já é uma outra história…
Tags: galena, nottingham, oatmeal, stout
Receita para 25 litros (+ou- 23 no fermentador):
3k de malte pilsen (54,1%)
1k de malte Munich II Weyermann (18%)
500 g de aveia em flocos (9%)
350g de malte Caraaroma (6,3%)
250 g de malte Carafa III (4,5%)
250 g de Roasted Barley, cevada torrada (4,5%)
200 g de malte Carafa I (3,6%)
30g de lúpulo Galena (13% alfa ácido, 33,1 IBU) faltando 40 min para o final da fervura
Fermento Nottingham
OG: 1,055
FG: 1,017
Teor alcoolico: 5%
Brassagem: 1h15′ a 65º Fervura: 90 min
Depois da fermentação a 17º, maturar a 10º por 3 semanas, engarrafar e aguardar 2 meses para degustar, com as garrafas armazenadas a temperatura ambiente.